O Shih Tzu é uma raça conhecida pelo tamanho pequeno, personalidade companheira e pelagem característica. Mas, assim como outras raças, pode apresentar algumas condições de saúde com maior frequência.
Afinal, quais os principais problemas da raça Shih Tzu?
Entre as questões que merecem atenção estão problemas nos olhos, dentes, pele, ouvidos e vias respiratórias. Algumas características físicas da raça podem contribuir para determinadas condições, enquanto outras dependem da idade, genética, ambiente e estilo de vida do animal.
Conhecer esses possíveis problemas não significa que um Shih Tzu necessariamente ficará doente. O objetivo é ajudar o tutor a reconhecer alterações e procurar orientação veterinária quando necessário.
Neste guia, a Dotôpet explica os principais problemas de saúde que podem afetar o Shih Tzu, quais sinais observar e como os cuidados preventivos podem contribuir para a qualidade de vida do pet.

Principais problemas da raça Shih Tzu
O Shih Tzu pode apresentar predisposição a algumas condições de saúde. Conhecer os principais problemas da raça Shih Tzu ajuda o tutor a observar mudanças e buscar orientação veterinária quando necessário.
- problemas oculares;
- doenças e alterações dentárias;
- problemas de pele e alergias;
- otites e problemas nos ouvidos;
- alterações respiratórias;
- luxação de patela;
- problemas gastrointestinais;
- obesidade;
- alterações urinárias e renais;
- problemas relacionados à coluna e articulações.
A predisposição não significa que todos os cães da raça desenvolverão essas condições. Por isso, o acompanhamento veterinário individual é fundamental.
1. Problemas nos olhos
Os olhos estão entre os pontos que merecem atenção especial nos Shih Tzus.
A anatomia da raça pode favorecer problemas oculares, e alterações aparentemente pequenas podem causar desconforto ou evoluir rapidamente.
Entre as condições que podem ocorrer estão irritações, úlceras de córnea, olho seco e alterações nas pálpebras ou nos pelos próximos aos olhos.
O tutor deve ficar atento a sinais como:
- vermelhidão;
- lacrimejamento excessivo;
- secreção;
- dificuldade para abrir os olhos;
- sensibilidade à luz;
- coçar ou esfregar os olhos;
- alteração na aparência da córnea.
Qualquer alteração ocular persistente merece avaliação veterinária. Problemas nos olhos não devem ser tratados por conta própria com colírios ou medicamentos.
2. Problemas dentários
A saúde bucal é outro ponto importante para quem tem um Shih Tzu.
Por ser uma raça de pequeno porte e possuir uma conformação específica da boca, o cão pode apresentar maior dificuldade para manter os dentes limpos naturalmente. Acúmulo de placa bacteriana e formação de tártaro podem levar à doença periodontal.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
- mau hálito persistente;
- acúmulo de tártaro;
- gengivas avermelhadas;
- dificuldade para mastigar;
- sensibilidade na boca;
- redução do interesse pela comida.
A higiene bucal deve fazer parte da rotina do pet. O veterinário também pode avaliar a necessidade de procedimentos odontológicos e orientar a melhor forma de cuidar dos dentes em casa.

3. Problemas de pele e alergias
Alterações dermatológicas também podem aparecer em Shih Tzus.
Coceira, vermelhidão, descamação, queda de pelos, odor diferente e lambedura excessiva são alguns sinais que podem indicar que existe algo errado.
As causas são variadas e podem incluir alergias, parasitas, infecções, alterações ambientais e outros problemas dermatológicos.
Um ponto importante é evitar assumir que toda coceira é simplesmente uma “alergia”. Para descobrir a causa, pode ser necessária uma avaliação veterinária.
A higiene adequada também faz parte dos cuidados com a pele e a pelagem. Banhos e escovação devem ser realizados de acordo com as características e necessidades de cada animal.
4. Otite e problemas nos ouvidos
As características das orelhas e da pelagem do Shih Tzu podem favorecer o acúmulo de umidade e dificultar a ventilação do canal auditivo.
Por isso, alguns cães podem apresentar otites.
Fique atento a:
- coçar as orelhas com frequência;
- balançar muito a cabeça;
- odor forte;
- secreção;
- vermelhidão;
- sensibilidade ao tocar na região.
O tratamento depende da causa da otite. Usar produtos ou medicamentos sem avaliação profissional pode piorar o problema.
5. Problemas respiratórios
O Shih Tzu faz parte do grupo de cães braquicefálicos, que possuem o focinho relativamente curto.
Essa característica pode estar associada a alterações nas vias respiratórias.
Alguns sinais que merecem atenção incluem respiração muito ruidosa, dificuldade para respirar, intolerância ao exercício e piora da respiração em situações de calor ou esforço.
Em dias quentes, os cuidados precisam ser redobrados. Cães com alterações respiratórias podem ter dificuldade para lidar com temperaturas elevadas.
Se o cachorro apresentar dificuldade respiratória, especialmente de forma intensa ou repentina, procure atendimento veterinário.
6. Luxação de patela
A luxação de patela é uma alteração ortopédica observada com frequência em cães de pequeno porte, incluindo o Shih Tzu.
A patela pode sair temporariamente de sua posição normal, provocando alterações na movimentação.
O tutor pode perceber:
- mancar;
- levantar uma das patas durante a caminhada;
- dificuldade para subir ou pular;
- redução da atividade;
- desconforto ao se movimentar.
O diagnóstico depende de avaliação veterinária. Em alguns casos, o acompanhamento pode ser suficiente; em outros, pode ser necessário tratamento específico.
7. Problemas gastrointestinais
Vômitos, diarreia, gases e alterações no apetite podem acontecer por diferentes motivos.
A alimentação inadequada, ingestão de objetos, mudanças bruscas na dieta, parasitas e diversas doenças podem provocar sinais gastrointestinais.
Um episódio isolado nem sempre significa que existe uma doença grave. Porém, sintomas persistentes, intensos ou acompanhados de outros sinais precisam ser avaliados por um veterinário.
8. Obesidade
O excesso de peso pode afetar a saúde e a qualidade de vida do Shih Tzu.
Além de aumentar a sobrecarga sobre articulações, o excesso de peso pode dificultar a movimentação e contribuir para outros problemas de saúde.
A quantidade de alimento e petiscos deve ser adequada às necessidades individuais do cachorro.
O peso ideal não deve ser definido apenas olhando a balança. O veterinário pode avaliar a condição corporal do anima